Dom Eugênio celebra São Francisco no Convento São José e convoca fiéis a serem “pés caminhantes em missão”

No contexto do Ano Santo Jubilar que recorda os 800 anos do trânsito do Pobrezinho de Assis, a celebração reuniu a ordem terceira franciscana em torno da Eucaristia, da conversão e do cuidado com a Criação.

MOCOCA (SP) – Na tarde deste domingo, 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis, o bispo diocesano Dom Eugênio Barbosa Martins, sss, presidiu a Santa Missa das 17h na igreja do Convento São José da Comunidade Missionária Providência Santíssima, em Mococa. A liturgia foi marcada pela acolhida da comunidade e da Ordem Terceira Franciscana local dentro do Ano Santo Jubilar dos 800 anos da morte de São Francisco. Sob o lema geral “São Francisco, o mundo tem saudade de ti”, a reflexão do dia enfatizou: “São Francisco nos ensina: pés caminhantes em missão”.

Na ambientação de acolhida, recordou-se que o Pobrezinho de Assis jamais permaneceu estático após o encontro transformador com Cristo. Seus passos percorreram cidades e estradas levando uma mensagem viva de paz, fraternidade, esperança e amor — um chamado direto para que cada batizado não retenha o Evangelho para si, mas seja discípulo missionário com pés prontos a sair de si mesmos e mãos prontas a servir.

Ao iniciar os ritos sagrados, Dom Eugênio saudou afetuosamente a fraternidade ali reunida e lembrou que a Eucaristia nos reúne no amor de Cristo para nos instruir na Palavra, alimentar no Sacramento e nos conduzir pelo caminho da conversão.

Em sua homilia, Dom Eugênio conectou o carisma franciscano com a liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum, que apresentou no Evangelho de São Mateus e no livro de Isaías a parábola da vinha. O bispo pontuou que Deus é o proprietário da vida e da história, e que as lideranças e fiéis são chamados a entregar frutos de conversão verdadeira, e não uvas azedas ou posturas estéreis.

“Francisco de Assis foi a grande personalidade do segundo milênio porque viveu o Evangelho como absoluto da sua vida. Despojou-se de tudo, enfrentou estruturas que não davam frutos e se fez pequeno no meio dos menores. Quando a vida cristã tem Cristo como pedra angular, os frutos aparecem na forma de justiça, acolhimento, pureza e amor”, destacou Dom Eugênio.

O bispo também chamou a atenção para o grito da natureza, pontuando que as recentes tempestades e desastres climáticos experimentados no Estado são reflexo de uma humanidade que se esqueceu de cuidar da Casa Comum. Ao lado do exemplo franciscano, Dom Eugênio exortou a Igreja a recuperar o equilíbrio e o zelo por toda a Criação divina.

Fonte: Comunicação Comunidade Missionária Providência Santíssima (Luis Flávio)
Fotos: Luis Flávio e Flávia Ribeiro

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